terça-feira, 9 de junho de 2009

Chega a 41 número de corpos resgatados do mar

Primeiros corpos resgatados vão para o Recife nesta quarta-feira.
Destroços retirados por franceses não serão repassados a brasileiros.


O tenente-brigadeiro Ramon Cardoso afirmou, nesta terça-feira (9), que já foram resgatados 41 corpos de vítimas do acidente com o Airbus da Air France.
Os 16 primeiros corpos resgatados que estão em Fernando de Noronha serão levados para o Recife na tarde de quarta-feira (10). Segundo Cardoso, 25 corpos estão embarcados na Fragata Bosísio, que deixa a área de buscas em direção a Fernando de Noronha.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

As equipes de buscas vão continuar o trabalho durante a noite desta terça-feira, concentradas nas áreas em que foram localizados os corpos. "Todos os barcos que estão na área de buscas têm condições de guardar os corpos encontrados até a chegada de embarcações maiores", afirmou Cardoso.

Aeronaves e navios franceses trabalham em conjunto com as embarcações brasileiras.

"Se o mar estiver forte ou se os ventos estiverem fortes, vão atrapalhar o trabalho de passar os corpos dos barcos para os helicópteros", disse Cardoso. "São calculados cerca de 40 minutos de operação para que cada helicóptero efetue o resgate dos corpos. Eles têm capacidade para resgatar oito corpos de cada vez."

“Desconheço ajuda do governo americano”. O oficial afirma que houve ajuda do governo americano apenas durante as buscas por possíveis sobreviventes.

Segundo Cardoso, os destroços encontrados por navios franceses não precisam ser repassados aos militares brasileiros. O Escritório francês de Investigação e Análise (BEA), responsável pelas averiguações sobre a tragédia, vai receber e cuidar de todos os destroços.

Porém, no caso de corpos de vítimas, os navios franceses que encontrarem corpos vão enviá-los para perícia no Recife. De acordo com Cardoso, todos os corpos que foram avistados já foram recolhidos.

Na quarta-feira (10), as buscas entrarão na área de Dakar, porque as correntes podem ter levado corpos para a região. "Todas as áreas em que estamos fazendo as buscas estão dentro do planejado."

Segundo a Aeronáutica, dois investigadores franceses vão chegar ao país. Não há informações sobre o local onde vão ficar ou as atividades dos investigadores franceses no Brasil. "Se houver necessidade de algum apoio, nós poderemos fornecer. Para que não tenham que trazer determinados equipamentos, poderiam ser utilizados equipamentos já disponíveis", afirmou.

Saiba mais sobre o TPL, que vai ajudar a procurar as caixas-pretas do Airbus

Equipamento enviado pelos EUA é 'microfone' que opera sob o mar.
Içado de navios, ele funciona a uma profundidade de ate 6 mil metros.





O Departamento de Defesa dos EUA enviou ao Brasil dois TPLs (towed pinger locators) para ajudar na busca das caixas-pretas do Airbus que caiu na semana passada no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo.
Uma equipe de 19 pessoas -entre pessoal militar e terceirizados- vem com o equipamento, segundo o Pentágono e devem chegar na quarta-feira (10).



Os dois navios franceses levando os equipamentos devem partir para a área de busca um na quarta (10), outro na sexta (12).

As caixas-pretas têm um sinalizador para debaixo d'água chamado "pinger" que é acionado quando o gravador está imerso em água. O sinalizador é capaz de transmitir a partir de profundidades de até 4.300 metros, de acordo com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos.

Entenda como funcionam as caixas-pretas de um avião

Os TPLs (localizadores rebocados de som, numa tradução livre) são microfones submarinos passivos de alta fidelidade que podem captar esses pulsos acústicos automáticos, a uma profundidade máxima de 6 mil metros, em qualquer lugar no mundo.

Eles são içados de navios a baixa velocidade. Os sinais captados no fundo do mar são transmitidos até a superfície via cabo e apresentados visual e auditivamente em um monitor. Os operadores então triangulam os dados até obter as coordenadas do objeto naufragado, facilitando a localização.

Fonte:OGlobo(G1)